Gabriel era filho de um amigo e cliente. Ele teve leucemia e antes que estivesse apto para receber um transplante de medula, infelizmente, faleceu.

E foi nesse contexto que tive meu primeiro contato com a leucemia e sobre os doadores de medula.

Todos estávamos engajados para conseguir doadores compatíveis. A primeira coisa a se fazer foi a divulgação. E mesmo depois de seu falecimento a campanha não teve seu fim, pois a dificuldade de se encontrar um doador compatível é muito grande e ainda tem muita gente que pode sobreviver com uma doação.

O segundo contato foi com o filme “Sete Vidas” estrelado por Will Smith. O filme mostra a personagem de Will doando a medula de forma dolorosa e dramática.

A dramaticidade do filme foi colocada para que os espectadores se envolvessem mais com a personagem e toda a sua dedicação para salvar 7 vidas, mesmo que para isso ele passasse por uma experiência dolorosa ou pela própria morte. Mas o que os responsáveis pelo filme não perceberam, foi que um filme desse porte assistido por milhões de espectadores e possíveis doadores reduziu ainda mais a esperança dos que precisam. E de uma forma mentirosa, pois a doação não dói.

Por isso, o nome da campanha, pensada pelo profissional Tocco: “Doe que não Dói” e divulgada por panfletos, site, banners e, principalmente, no boca à boca.

Pois doar não dói.

O meu terceiro contato foi a experiência de ir até um Hemocentro Santa Casa de Misericórdia, para me cadastrar e ser uma futura doadora.

É muito simples: é só você preencher uma ficha e retirar uma amostra de sangue. Posteriormente, se houver uma pessoa compatível com sua medula, entrarão em contato com você para que possa reafirmar a sua doação.

Confirmando a sua posição sobre doar, você será acompanhado por um especialista que informará um dos dois métodos possíveis de doação.

Sobre a dor, os dois métodos são indolores com você sentindo apenas um incômodo. Em um método, você sentirá no dia seguinte seu corpo dolorido como uma gripe forte e no outro você ficará 3 dias sentindo como se tivesse tomado uma injeção no local.

Por isso, não espere ter alguém que conheça para salvar uma vida, “Doe que não Dói”.