Já é quarta-feira, 21 de abril – feriado – e ainda não veio uma idéia que me agrade para um novo projeto.

Planejei para esse dia acordar cedo para ir ao escritório. Com o silêncio que provavelmente existiria no escritório num dia de feriado, talvez, surja uma idéia.

No meio do caminho, ao virar em uma esquina, em velocidade reduzida por causa de uma lombada, vejo um filhotinho de gato cinza sentado olhando para a rua.

Fiz a coisa errada: abri a porta para fazer um carinho.

Quando me dei conta, a veterinária estava me dando instruções de como cuidar de um gatinho todo pulguento mas com olhos azuis de feiticeiro.

A manhã havia acabado e eu ainda não tinha aparecido no escritório.

O gatinho estava nesse momento tomando soro, pois estava muito fraco e eu estava sentado ao seu lado, pensando na besteira que havia feito, pois agora esse gatinho era de minha responsabilidade. Os minutos passavam em horas. De repente, eis que uma idéia veio à minha mente. Agora só bastava conseguir chegar ao escritório e passar a idéia para o micro.

Ao final do dia o gatinho já tinha acomodações, comida e, … um LAR? É melhor não falarmos de lar agora.

À noite, em casa, depois de um dia de feriado, dividida entre cuidar de um gatinho e a preocupação em fazer a criação de um projeto, sentia que meu trabalho estava cumprido. Pois no sofá, a criação que havia pensado no meio do dia fluía para dentro do meu Macbook. E aquele gatinho de olhos azuis e feiticeiro passou a se chamar Gato Felix.