Num texto feito pela jornalista Ruth de Alquino sobre “O valor real de uma obra de arte”, me chamou a atenção a sua conclusão.
Na chamada do texto está o valor de US$ 106,5 milhões arrecadados num leilão por uma tela de Picasso, recorde para uma obra de arte.
Ruth de Alquino escreveu sua conclusão com a seguinte pergunta: “É Possível entender o valor real, emocional e simbólico de algo que se convenciona chamar arte?”, “…Talvez a melhor maneira de medir meus sentimentos fosse perguntar: como eu me sentiria se ambas fossem roubadas? Emocionalmente, eu sentiria a mesma falta das duas esculturas, porque me acostumei a olhar para elas na estante.”.
Ela se referia a uma escultura chinesa feita para turistas que custou US$ 50 em Xian e uma outra escultura indiana que custou US$ 7 mil há 15 anos atrás num antiquário.
A minha resposta perante a pergunta dela seria que eu sentiria uma tristeza profunda muito maior pela escultura indiana do que para a escultura chinesa. Mas não seria pelo valor em dinheiro e sim pela reposição. Eu poderia voltar à China e comprar outra escultura igual, mas a escultura indiana não encontraria mais, e o olhar perante a estante vazia seria o mesmo de nunca mais ver um ente querido.
É esse o valor de uma obra de arte, o poder de ser único. E é por isso que cada vez mais obras como de artistas como Picasso, Warhol ou Albert Giacommetti custam mais e mais.

Obra de Picasso vendida por US$ 106, 5 milhões, recorde para uma obra de arte